Ao me informar acabo lendo, ouvindo e assistindo muito conteúdo bom e em vez de ficar com essa bibliografia só para mim, partilharei contigo por aqui semanalmente nesse boletim. Clique nos textos de cor diferente ou sublinhado para abrir a notícia original. Temos nessa edição 68 do boletim:
1) PL 3066/25 visava punir desenvolvedores e fornecedores de VPN com 3 anos de prisão no Brasil, mas o artigo foi retirado por emenda na Câmara antes de seguir para o Senado.
A proposta podia criminalizar serviços de VPN de forma ampla pois, bastava que os programadores de software de VPN ou fornecedores dela como serviço soubessem que seus produtos fossem usados para uso de crimes previstos na Lei Felca para que a pena de detenção fosse possível. A relatora do projeto reconheceu o efeito amplo da lei sobre atividades legítimas e apresentou emenda (já aprovada) pela sua remoção.
2) Rússia bloqueia acesso ao Bluesky em todo o território nacional.
Relatório detalha interferências em conexões de vários provedores, revelando padrões consistentes de filtragem que afetam acesso a conteúdos específicos. Análises comparativas com dados anteriores indicam aumento na frequência desses eventos, sugerindo possível escalada em políticas de controle. Usuários relatam dificuldades adicionais em regiões urbanas e rurais, aproximando ainda mais o país da Splinternet, a rede que substituirá a Internet nos BRICS.
3) Usuários questionam volume de conexões do app Gov.br a servidores do Google, revelando possível dependência da infraestrutura da empresa.
Discussões no r/InternetBrasil levantam dúvidas sobre a custódia de dados do aplicativo e a dependência dele de infraestrutura estrangeira.
4) Fragilidade no padrão de alocação de IP público da VPN Mullvad facilita que usuário seja probabilisticamente identificado.
O problema surge da atribuição determinística de endereços baseada na chave Wireguard que persiste mesmo quando usuário troca o país. A Mullvad reconheceu o achado, já testa correções e reavalia o equilíbrio entre usabilidade e anonimato, enquanto recomenda rotação periódica de chaves para mitigar riscos.
5) Espanha obriga operadoras a oferecer 100 Mbps de download, 5 Mbps de upload e mensalidade mais barata a partir de 2027.
O novo decreto estabelece 100 Mbps de download, 5 Mbps de upload e latência máxima de 690 ms para o serviço universal. Famílias de baixa renda ganham desconto de 25% e liberdade para escolher qualquer operadora, com licitações para áreas sem cobertura usando satélite.
6) Agências iranianas propõem taxa sobre cabos submarinos no estreito de Ormuz.
A medida visa monetizar a infraestrutura de fibra óptica entre o Golfo Pérsico, a Europa e a Ásia. Se aprovada, deve elevar custos operacionais para operadoras e data centers.
7) Claro lança planos de fibra com até 10 Gb/s e WiFi 7.
Os pacotes incluem velocidades simétricas e roteadores compatíveis com o novo padrão WiFi. Existem data centers inteiros que não usam toda essa banda e é inusitado pensar numa residência ou empresa que consiga se beneficiar desse produto. A maioria dos computadores no mercado não possuem placa de rede superior a 1 Gbps por segundo.
Inspirado no Aviões e Músicas do Lito, faço aqui o meu “Internet e músicas”. Nas próximas edições dividirei convosco a música que tenho mais escutado ou recém-descoberto na semana. A trilha sonora dessa semana é: Tomorrow Tomorrow de Brad Mehldau.
A curadoria dos links desse boletim é minha, um humano, não uma IA, o que é raro de se ver por aí. Para além desse boletim quase semanal, você pode acompanhar vídeos e textos que faço sobre a internet propriamente dita em diversos meios:
Minha coluna semanal sobre TI no TecMundo.
Meu canal no YouTube com vídeos mais longos e análises mais profundas.
Notícias e comentários diários no X.



Excelente boletim! Parabéns!