Ao me informar acabo lendo, ouvindo e assistindo muito conteúdo bom e em vez de ficar com essa bibliografia só para mim, partilharei contigo por aqui semanalmente nesse boletim. Clique nos textos de cor diferente ou sublinhado para abrir a notícia original. Temos nessa edição 69 do boletim:
1) Como era o home office em 1979?
Com a popularização dos editores de texto e a transmissão de dados via redes telefônicas, uma reportagem da BBC resgata os pioneiros do home office. Na época, a internet ainda era restrita a usos militares e acadêmicos.
2) Protocolo QUIC é adaptado para internet no espaço profundo entre naves e planetas.
A iniciativa envolve experimentos com a implementação Quinn em Rust, simulando latências de até 23 minutos e conectividade intermitente típica de missões a Marte. Configurações personalizadas evitam timeouts e garantem operação estável, além de proporcionar testes determinísticos e debuggáveis via rede em processo, com arquivos pcap para análise em ferramentas como Wireshark.
3) Linux Foundation propõe DNS-AID para simplificar a autodescoberta de agentes de IA e MCP servers.
A iniciativa convida contribuições para um padrão que utiliza endereços conhecidos como _index._agents.{domain} e aproveita a infraestrutura mundial de DNS já existente para comunicação escalável e segura entre agentes, eliminando a dependência de registros proprietários e mantendo neutralidade de fornecedores.
4) Google terá que prestar contas ao jornalismo no Brasil por uso de IA.
A decisão judicial obriga a empresa a revelar detalhes sobre o treinamento de modelos com material jornalístico nacional e a negociar compensações com veículos de imprensa. O caso marca um precedente importante para a proteção da produção informativa diante do avanço de ferramentas generativas, exigindo auditorias independentes e mecanismos de remuneração justa para editores afetados.
5) O fim das imagens responsivas complicadas com novidade no HTML, o <img sizes=”auto”>.
Com o suporte ao valor auto no atributo sizes combinado ao loading lazy, o navegador agora calcula automaticamente o tamanho ideal das imagens sem necessidade de descrições manuais detalhadas. Isso elimina cálculos complexos de breakpoints e grids, melhora o desempenho ao evitar requisições desnecessárias e funciona em todos os navegadores modernos sem overhead adicional, mantendo a flexibilidade para casos de carregamento imediato.
6) Anatel cobra novos indicadores dos ISPs na coleta semestral.
A partir do Despacho Decisório nº 5/2026, a agência inclui agora CAPEX, tráfego de dados e EBITDA para o período de janeiro a junho, com envio obrigatório em agosto. As PPPs precisam organizar desde já sistemas de gestão e alinhar com contadores para evitar inconsistências que possam motivar fiscalizações, alinhando-se ao plano contra a concorrência desleal no setor de banda larga.
7) Estar errado na internet virou um lucrativo modelo de negócio.
O mecanismo explora o impulso humano de corrigir erros flagrantes, gerando interações que alimentam algoritmos e ampliam o alcance de postagens controversas sem contexto. Exemplos vão desde debates acalorados em fóruns até anúncios de jogos que provocam frustração intencional. A solução passa por alfabetização digital para identificar e ignorar esse tipo de conteúdo, evitando alimentar o ciclo de raiva que degrada o debate público e treina reações impulsivas.
Inspirado no Aviões e Músicas do Lito, faço aqui o meu “Internet e músicas”. Nas próximas edições dividirei convosco a música que tenho mais escutado ou recém-descoberto na semana. A trilha sonora dessa semana é: Parabolicamará de Gilberto Gil.
A curadoria dos links desse boletim é minha, um humano, não uma IA, o que é raro de se ver por aí. Para além desse boletim quase semanal, você pode acompanhar vídeos e textos que faço sobre a internet propriamente dita em diversos meios:
Minha coluna semanal sobre TI no TecMundo.
Meu canal no YouTube com vídeos mais longos e análises mais profundas.
Notícias e comentários diários no X.


